Dra. Aline Borges Branco

Métodos Contraceptivos

Cada método contraceptivo oferece diferentes opções, vantagens e considerações, permitindo que as pessoas escolham aquele que melhor atenda às suas necessidades e preferências. Aqui exploraremos os principais tipos de métodos contraceptivos, abrangendo desde métodos hormonais até barreiras físicas e opções não hormonais.

Este guia servirá como um ponto de partida para explorar as opções disponíveis e tomar decisões informadas sobre a contracepção.

Existem muitos métodos contraceptivos disponíveis, cada um com suas próprias vantagens e considerações. Alguns dos métodos mais comuns incluem:

Contraceptivos Orais (Pílulas Anticoncepcionais): São comprimidos que contêm hormônios para prevenir a gravidez. Existem pílulas combinadas (com estrogênio e progestina) e pílulas de progestina isolada. A escolha depende das necessidades individuais da paciente.

DIU (Dispositivo Intrauterino): São dispositivos inseridos no útero e podem ser tanto hormonais quando não hormonais. Eles são eficazes por vários anos e normalmente requerem pouca manutenção.

Implantes Contraceptivos: Pequenos dispositivos inseridos sob a pele que liberam hormônios contraceptivos gradualmente. São eficazes por vários anos.

Injeções Contraceptivas: Injeções de hormônios contraceptivos administradas a cada poucos meses.

Preservativo: Uma barreira física que impede a gravidez e protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Métodos de Barreira: Além do preservativo, existem outros métodos de barreira, como o diafragma e o capuz cervical.

Métodos de Contracepção de Emergência: Também conhecida como “pílula do dia seguinte”, é usada para evitar a gravidez após uma relação sexual não protegida.

Métodos Naturais: Envolve monitorar o ciclo menstrual e evitar o sexo durante os dias férteis.

Esterilização: Procedimentos permanentes, como laqueadura tubária (ligação das trompas) para mulheres ou vasectomia para homens.

É importante ressaltar que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e baseada nas circunstâncias e necessidades específicas de cada pessoa, levando em consideração fatores como saúde, estilo de vida e preferências pessoais.

Dra. Aline Borges Branco

Anticoncepção

O desenvolvimento e a disponibilidade dos anticoncepcionais desempenharam um papel fundamental na revolução sexual e na capacitação das mulheres, permitindo-lhes controlar sua fertilidade e fazer escolhas informadas sobre quando desejam ter filhos.

O primeiro contraceptivo liberado pelo FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos teve uma repercussão muito positiva mundialmente na década de 60 e ano após ano, década após década estudos aprimoraram a farmacologia dos contraceptivos permitindo com que hoje tenhamos uma gama de métodos disponíveis, trazendo maior segurança, conforto, liberdade e garantindo que a decisão de engravidar seja mantida pela mulher e/ou casal.

Uma contracepção confiável garante às mulheres várias implicações positivas para a liberdade sexual feminina, bem como:

Controle sobre a Reprodução: Os métodos contraceptivos permitem que as mulheres decidam quando desejam ter filhos. Isso possibilita a realização de planos de vida, educação, carreira e outras metas pessoais antes de se tornarem mães.             

Menos Medo de Gravidez Indesejada: A contracepção confiável reduz o medo de uma gravidez não planejada, o que pode melhorar a experiência sexual, permitindo que as mulheres relaxem e desfrutem da intimidade sem preocupações excessivas.

Melhor Comunicação em Relacionamentos: A disponibilidade de métodos contraceptivos incentiva a comunicação aberta e honesta em relacionamentos, pois os parceiros podem discutir suas preferências e tomar decisões conjuntas sobre o planejamento familiar.

Promoção da Saúde Sexual: A contracepção não se limita apenas à prevenção da gravidez. Alguns métodos, como o uso de preservativos, também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), promovendo uma melhor saúde sexual.

Empoderamento e Autonomia: A capacidade de escolher quando e como se tornar mãe oferece às mulheres um maior senso de empoderamento e autonomia sobre seus corpos e destinos.

Redução de Abortos Inseguros: O acesso à contracepção adequada também está associado a uma redução nas taxas de abortos inseguros, que podem acarretar consequências graves e até irreversíveis para a saúde das mulheres.

Melhoria na Qualidade de Vida: A liberdade de decidir quando ter filhos permite que as mulheres tenham uma melhor qualidade de vida, pois podem se concentrar em suas aspirações pessoais, educacionais e profissionais.

É importante lembrar que a escolha do método contraceptivo deve ser sempre individualizada e baseada nas necessidades e preferências da mulher. Nós, ginecologistas, desempenhamos um papel vital em educar as mulheres sobre suas opções contraceptivas e ajudando a tomar decisões de forma individualizada, considerando fatores de risco pessoal e familiar. Utilizamos, em consultório, formas de compreender a melhor opção terapêutica através dos CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE na contracepção para cada paciente.  

Para isso, é necessário investir em conhecimento e utilizar de estratégias baseadas em uma honesta educação sexual abrangente e acesso adequado a serviços de saúde reprodutiva garantindo que todas as mulheres tenham a oportunidade de exercer sua liberdade sexual de maneira segura e saudável.

Dra. Aline Borges Branco

Libido Feminina

A libido feminina é um aspecto crucial da saúde sexual e emocional de uma mulher, embora muitas vezes é rodeada por tabus e falta de compreensão. Neste post, como ginecologista, vamos explorar a libido feminina em profundidade, discutindo sua natureza, fatores que a influenciam e dicas para manter uma libido saudável.

Vamos lá.. O Que É Libido Feminina?

A libido feminina refere-se ao desejo sexual de uma mulher. É uma combinação complexa de fatores físicos, emocionais, psicológicos e hormonais que contribuem para sua intensidade e flutuações ao longo do tempo. Existem alguns fatores que podem influenciar sua expressão, sendo eles:

Hormônios: Mudanças hormonais, como aquelas que ocorrem durante o ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa, podem afetar a libido.

Saúde Mental: O estresse, ansiedade, depressão e outros fatores psicológicos podem impactar diretamente a libido.

Relacionamento: A qualidade do relacionamento, comunicação com o parceiro, conexão emocional e intimidade desempenham um papel fundamental.

Autoimagem e Autoestima: Sentir-se bem consigo mesma e confortável em seu próprio corpo pode ter um efeito positivo na libido.

Estilo de Vida: Hábitos saudáveis, como dieta balanceada, atividade física e sono adequado, também desempenham um papel importante.

 

Comumente, é de extrema importância levar em consideração alguns aspectos que com certeza farão muita diferença na manutenção de uma boa saúde sexual:

Comunicação Aberta: Converse com seu parceiro sobre suas necessidades e desejos sexuais, promovendo uma compreensão mútua.

Cuidado com a Saúde Mental: Gerencie o estresse e a ansiedade por meio de práticas como meditação, ioga ou terapia.

Autoconhecimento: Explore seu próprio corpo e desejos, entendendo o que te excita e te satisfaz.

Tempo para o Romance: Reserve momentos para o romance e a intimidade, criando um ambiente propício para a conexão emocional.

Estilo de Vida Saudável: Mantenha uma dieta equilibrada, faça exercícios regularmente e durma o suficiente para manter os níveis de energia e bem-estar.

Consulte um Profissional de sua confiança: Se a libido diminuída persistir e causar preocupação, consulte um ginecologista ou terapeuta sexual especializado.

Compreender os fatores que influenciam nesse complexo mundo da sexualidade e adotar práticas saudáveis pode ajudar a manter uma vida sexual satisfatória e uma relação mais próxima com o parceiro. Contem comigo para fornecer orientação e apoio, entendendo maneiras para cuidar de sua libido. Lembre-se sempre de que a saúde sexual é uma parte vital da saúde geral, e é importante abordá-la com respeito e compreensão.