Dra. Aline Borges Branco

Importância da suplementação na gestação

O período da gestação é o momento de maior necessidade de criar uma cultura de bons hábitos alimentares, garantindo uma boa nutrição materna pois cada nutriente absorvido  desempenha um papel fundamental na saúde da mãe e no desenvolvimento saudável do feto.

Cada gestante é única, e suas necessidades nutricionais podem variar com base em vários fatores, incluindo idade, peso pré-gestacional, estado de saúde e outros. Portanto, uma abordagem personalizada é essencial para garantir que as necessidades específicas de cada gestante sejam atendidas e, nesse contexto, além da importância de buscar hábitos alimentares saudáveis, sabemos que as demandas fetais em seu desenvolvimento solicitam uma dose extra de micro e macro nutrientes.

É sabido que a suplementação durante a gestação desempenha um papel crucial na prevenção de doenças na infância, uma vez que influencia diretamente o desenvolvimento fetal e a saúde do recém-nascido, bem como a Prevenção de malformações Congênitas, adequado desenvolvimento do Sistema Nervoso, auxilia em uma boa placentação, previne a anemia consequentemente atrasos no desenvolvimento neuropsico motor, auxilia o desenvolvimento Ósseo e Dental, garante uma melhor saúde Imunológica e um peso ao Nascer Saudável, diminuindo as taxas de restrição de crescimento intra útero.

E me conta aqui..  Você Já conversou abertamente com seu médico sobre as melhores opções de suplementações na sua gravidez?

Dra. Aline Borges Branco

Humanização no ciclo Gravídico Puerperal

O assunto “humanização” nunca antes esteve sob tamanho foco na assistência  no ciclo gravídico-puerperal uma vez que trouxe a tona questionamentos sobre a necessidade de quebrar paradigmas passados e investir em melhora do potencial, superando as expectativas de qualidade dos cuidados, respeitando os direitos das pacientes e criando experiências e memórias positivas no contexto de cuidados de saúde. Ela reflete uma mudança cultural e um reconhecimento crescente da importância de cuidar com dignidade, respeito e empatia.

A humanização é uma abordagem que visa proporcionar atenção e cuidados centrados na mulher e em sua experiência durante a gravidez, parto e pós-parto. Isso envolve o respeito às escolhas e desejos da mulher, a promoção do bem-estar físico e emocional dela, e a criação de um ambiente de cuidado que seja respeitoso, digno e compassivo.

Nesse contexto, levanto alguns tópicos de extrema importância, devendo sempre fazer parte de uma atenção integral ao paciente:

Comunicação e Informação:  Proporcionar um ambiente agradável que seja um canal de comunicação com informações claras e compreensíveis sobre todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal, incluindo opções de cuidados, procedimentos e intervenções. Isso permite que vocês tomem decisões informadas sobre seu próprio corpo e saúde.

Respeito à Autonomia: Respeitar a sua autonomia para tomar decisões sobre seu cuidado, incluindo escolhas relacionadas à via de parto, posição de parto, métodos de alívio da dor e cuidados com o recém-nascido.

Apoio Emocional: Oferecer suporte emocional durante toda a jornada, reconhecendo os sentimentos, medos e ansiedades. Isso pode incluir o envolvimento de uma equipe multidisciplinar, profissionais de saúde mental e grupos de apoio.

Empoderamento: Encorajamento a se sentir no controle de sua experiência. Isso pode ser alcançado por meio de educação e fornecimento de opções de cuidados que atendam às suas necessidades e desejos.

Cuidados Personalizados: Adotar uma abordagem de cuidado individualizada que leve em consideração as características únicas de cada uma, suas preferências culturais e valores pessoais.

Ambiente Confortável: Criar um ambiente de cuidado que seja acolhedor, seguro e respeitoso, para que se sinta à vontade e apoiada em suas decisões.

Minimização de Intervenções Não Necessárias: Evitar intervenções médicas desnecessárias e respeitar o processo natural do parto sempre que possível, desde que seja seguro para a mãe e o bebê.

Participação da Família: Envolver a família e o parceiro, respeitando a importância de seu apoio emocional e físico durante o ciclo gravídico-puerperal.

Apoio no Pós-Parto: Garantir que o cuidado continue após o parto, com acompanhamento pós-parto, informações sobre amamentação, apoio à saúde mental e orientação sobre os cuidados com o recém-nascido.

Ao escrever os tópicos acima, percebemos que a humanização no ciclo gravídico-puerperal visa garantir que basicamente a mulher seja tratada com respeito e compaixão durante essa fase tão magnífica de sua vida. Espera-se que a humanização não apenas contribua para uma experiência mais positiva para vocês, mas também que garanta um círculo de confiança muito forte entre você e seu obstetra, tendo como maior objetivo melhorar os resultados de saúde da mãe e seu bebê.

Dra. Aline Borges Branco

Alterações fisiológicas na gravidez

Você sabia que durante a gravidez ocorrem inumeras mudanças fisiológicas no corpo da mulher?

Cada uma delas apresenta uma finalidade baseada no apoio da nutrição, crescimento e o desenvolvimento do feto, também preparando o organismo materno para o momento do parto. Uma frase que costumo dizer é que a natura é muito sábia e para comprovar tamanha sabedoria, deixo para vocês  algumas das principais alterações fisiológicas que ocorrem durante a gravidez.

Sistema Cardiovascular:

    • Aumento do volume sanguíneo: O volume de sangue no corpo da mulher aumenta significativamente, cerca de 30-50% acima dos níveis normais, para fornecer nutrientes e oxigênio adicionais ao feto.
    • Aumento da frequência cardíaca: O coração da mulher trabalha mais para bombear o sangue extra, resultando em um aumento da frequência cardíaca em repouso.

Sistema Respiratório:

    • Aumento do consumo de oxigênio: O feto em crescimento requer mais oxigênio, o que leva a um aumento da ventilação pulmonar e da taxa respiratória.
    • Elevação do diafragma: O útero em crescimento empurra o diafragma (que é o principal musculo associado a respiração) para cima, reduzindo a capacidade pulmonar e causando a sensação de falta de ar em algumas gestantes, principalmente no terceiro trimestre.

Sistema Renal:

    • Aumento da filtração renal: A taxa de filtração glomerular aumenta, levando a uma maior produção de urina.
    • Aumento da reabsorção de água: Os rins aumentam a reabsorção de água para manter o equilíbrio hídrico do corpo.

Sistema Gastrointestinal:

    • Retardo no esvaziamento gástrico: Isso pode explicar o motivo dos sintomas de azia e refluxo gástrico.
    • Constipação: O aumento dos níveis de progesterona pode retardar a motilidade intestinal, resultando em constipação.

Sistema Endócrino:

    • Produção aumentada de hormônios como o estrogênio e a progesterona, que são cruciais para manter a gravidez.
    • Desenvolvimento da placenta: A placenta é um órgão endócrino, garantindo a produção e regulação de muitos hormônios, como o hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), que determina um curso adequado da gravidez.

Sistema Musculoesquelético:

    • Relaxamento das articulações e ligamentos: Isso prepara o corpo para o parto, mas também pode aumentar o risco de lesões articulares. E aqui chegamos a um ponto muito importante: a necessidade de realizar atividade física na gestação, preparando a nossa estrutura corporal para as alterações que virão.
    • Aumento da lordose lombar: A curvatura da parte inferior das costas aumenta para ajudar a compensar o peso da barriga, melhorando o centro de equilíbrio da gestante.

Sistema Imunológico:

    • Modulação da resposta imune: A gestação é o evento mais imunológico do corpo humano!! Essa frase é essencial para entender todas as etapas desse ciclo. O sistema imunológico é estrategicamente e perfeitamente ativado de forma a regular todos os processos metabólicos e infecciosos que regem uma gestação.

Sistema Reprodutivo:

    • Crescimento do útero: O útero aumenta cerca de 40 vezes o seu tamanho inicial para acomodar o feto em crescimento.
    • Aumento do fluxo sanguíneo para a pelve: Isso ajuda a nutrir o útero e o feto.

Sistema Mamário:

    • Crescimento das glândulas mamárias: As glândulas mamárias se expandem em preparação para a lactação.

Existem uma infinidade de outras alterações fisiológicas da gravidez, considerando adaptação materna a esse período tão importante. Sempre é válido discuti-las com seu ginecologista em consulta e entender um pouco mais sobre esse universo tão belo. Todas essas alterações fisiológicas são essenciais para garantir uma gravidez saudável e permitir o desenvolvimento adequado do feto. Nesse contexto, infelizmente algums efeitos colaterais também podem acontecer, bem como as conhecidas e desconfortáveis náuseas, fadiga e dores nas costas. Dito isso, destaco a importância de que as gestantes recebam cuidados médicos adequados para garantir que essas mudanças ocorram de forma saudável e monitorar qualquer complicação que possa surgir durante a gravidez.

Dra. Aline Borges Branco

Importância de realizar o pré natal

A gravidez é um período único na vida de uma mulher, repleto de expectativas e transformações. Para garantir a saúde e o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê, é fundamental realizar um acompanhamento pré-natal adequado e regular com um Ginecologista especializado e de sua confiança.

O Que é o Acompanhamento Pré-Natal?

O acompanhamento pré-natal é um conjunto de consultas médicas e exames específicos realizados durante a gravidez para monitorar o desenvolvimento do bebê e garantir a saúde da mãe. Ele é essencial, pois permite a detecção precoce de eventuais problemas, proporcionando intervenções oportunas para garantir um parto seguro e um bebê saudável.

Benefícios do Acompanhamento Pré-Natal: Saúde Materna

Monitoramento da Saúde Materna: Durante o pré-natal, seu médico acompanhará de perto sua saúde, verificando a pressão arterial, o peso e a presença de possíveis complicações, como diabetes gestacional ou anemia. Isso ajuda a prevenir problemas graves.

Aconselhamento Nutricional: Você receberá orientações importantes sobre sua dieta, garantindo que esteja consumindo os nutrientes necessários para o seu bem-estar e o crescimento saudável do bebê.

Gestão do Estresse: O acompanhamento também inclui o suporte emocional, ajudando você a lidar com o estresse e as preocupações que podem surgir durante a gravidez.

Benefícios do Acompanhamento Pré-Natal: Saúde do Bebê

Monitoramento do Desenvolvimento Fetal: Os exames de ultrassonografia e outros testes permitem que o médico avalie o desenvolvimento do feto, verificando se está crescendo adequadamente.

Detecção Precoce de Problemas: Se houver alguma preocupação com a saúde do bebê, o pré-natal permite que sejam tomadas medidas imediatas para garantir o melhor resultado possível.

Preparação para o Parto: O acompanhamento pré-natal inclui discussões sobre o parto e o plano de nascimento, ajudando você a se preparar mental e fisicamente para esse momento especial.

O Papel do Médico no Acompanhamento Pré-Natal

Seu médico obstetra deve ser para você uma fonte de conhecimento e apoio durante a gravidez. Nós estamos lá para responder a todas as suas perguntas, oferecer orientações e garantir que você e seu bebê estejam bem cuidados.

Lembre-se de que cada gravidez é única, e o acompanhamento pré-natal é adaptado às suas necessidades individuais. Não deixe de discutir quaisquer preocupações ou sintomas com seu médico.

 Invista em sua Saúde e na do seu Bebê!

O acompanhamento pré-natal é um investimento vital em sua saúde e na do seu bebê. Ele aumenta significativamente as chances de uma gravidez saudável e um parto seguro. Portanto, não deixe de marcar suas consultas de pré-natal regularmente e siga as orientações de seu médico.

Lembre-se de que a saúde da mãe e do bebê é uma prioridade, e seu comprometimento com um bom acompanhamento pré-natal é uma decisão fundamental para dar ao seu filho o melhor começo possível na vida.

Parabéns por esta fase emocionante e saudável da sua vida!

Dra. Aline Borges Branco

Sangramentos Uterinos Anormais

O sangramento uterino anormal, antigamente conhecido como metrorragia, refere-se a qualquer sangramento que ocorre fora do ciclo menstrual normal, sendo, ou excessivamente intenso, ou prolongado ou irregular. Existem várias causas possíveis para o sangramento uterino anormal em mulheres. Algumas das causas mais comuns incluem:

Desequilíbrios hormonais: Mudanças nos níveis de hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, podem causar sangramento uterino anormal. Isso pode ocorrer nas mais várias fases da vida, incluindo a adolescência, nos primeiros anos após a primeira menstruação (menarca), perimenopausa (anos que antecedentes a menopausa) e menopausa propriamente dita.

Miomas uterinos: Miomas são tumores benignos que se desenvolvem no útero e a depender a sua localização e tamanho, podem causar sangramento excessivo ou prolongado ou desconforto pélvico.

Pólipos uterinos: Pólipos são crescimentos de projeções benignas de tecido endometrial do útero que podem causar sangramento irregular.

Endometriose: A endometriose é uma condição em que o tecido endometrial (camada interna uterina que desenvolve e descama durante a menstruação) de implanta e desenvolve em locais diferentes da sua origem, por exemplo: ovários, miométrio, intestino, etc. Isso pode levar a sangramento anormal, dor pélvica, dor à relação sexual, dentre outros.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): A SOP quando estabelecida, pode causar desequilíbrios hormonais pela interferência direta no sistema metabólico através da hipersecreção do hormonio luteinizante (LH) e pouco estímulo de liberação do hormônio folículo estimulante (FSH), resultando em ciclos menstruais anovulatórios, períodos de amenorreia (ausência de menstruação), menstruações intensas ou sangramento intermenstrual.

Distúrbios da tireoide: Hipotireoidismo e hipertireoidismo podem afetar o ciclo menstrual devido à influência dos hormônios da tireoide no sistema reprodutivo.

Gravidez ectópica: Uma gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, geralmente nas tubas uterinas. Isso pode causar sangramento e é uma grave emergência médica.

Infecções ou doenças sexualmente transmissíveis (DSTs): Infecções uterinas, como a doença inflamatória pélvica (DIP) ou DSTs, podem causar sangramento uterino anormal pela instabilidade da mucosa uterina, colo do útero e vaginal.

Uso de contraceptivos: Mudanças no uso de contraceptivos hormonais, como pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIUs) ou implantes, podem afetar o padrão de sangramento, geralmente melhorando a condição prévia existente e diminuindo cólicas e dor pélvica crônica.

Câncer de colo do útero, endométrio ou ovário: O câncer pode causar sangramento anormal, especialmente em estágios avançados.

Coagulopatias: Distúrbios de coagulação do sangue, como a doença de von Willebrand, podem resultar em sangramento uterino anormal.

Estresse: O estresse emocional e físico pode afetar os hormônios e causar irregularidades menstruais.

Medicamentos: Alguns medicamentos, como anticoagulantes e esteroides, podem afetar o sangramento uterino.

Trauma ou cirurgias uterinas: Trauma, como lesões ou procedimentos cirúrgicos no útero, pode levar a sangramento anormal.

Se você está enfrentando sangramento uterino anormal, é importante procurar a orientação de um profissional de saúde. O diagnóstico adequado e o tratamento dependem da causa subjacente, e o acompanhamento médico é essencial para garantir a saúde reprodutiva e geral.

Dra. Aline Borges Branco

Saúde sexual e IST

A conscientização da saúde sexual e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são temas de grande importância no campo da saúde pública e da medicina. Ambos se concentram em educar as pessoas sobre como manter relacionamentos sexuais seguros, proteger sua saúde e prevenir a disseminação de ISTs. Aqui estão alguns pontos-chave sobre esses tópicos:

Educação Sexual: A conscientização da saúde sexual começa com uma educação adequada sobre anatomia, reprodução, sexualidade e o funcionamento do corpo.

As escolas, instituições de saúde e organizações comunitárias desempenham um papel fundamental na disseminação de informações precisas e imparciais sobre saúde sexual.

A importância do uso de preservativos: O uso correto e consistente de preservativos é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a transmissão de ISTs, incluindo HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e herpes.

É importante promover o uso de preservativos em todas as relações sexuais, incluindo relações heterossexuais, homossexuais e bissexuais.

Testes regulares para ISTs: Fazer testes regulares para ISTs é crucial, especialmente se uma pessoa é sexualmente ativa com múltiplos parceiros.

Os testes podem identificar infecções precocemente, permitindo o tratamento oportuno e evitando complicações.

A importância do consentimento: A conscientização sobre a importância do consentimento nas relações sexuais é fundamental para prevenir situações de agressão sexual e abuso.

O consentimento deve ser mútuo, livre, informado e contínuo.

Redução de fatores de risco: Evitar o compartilhamento de agulhas, ser monogâmico ou estar em um relacionamento mútuo de exclusividade e manter uma boa higiene pessoal são medidas adicionais para reduzir o risco de ISTs.

Vacinação: A vacinação é uma forma eficaz de prevenir ISTs, como o HPV (papilomavírus humano), que está associado ao câncer cervical.

É importante seguir as diretrizes de vacinação recomendadas por profissionais de saúde.

Acesso a serviços de saúde: Ter acesso a serviços de saúde confiáveis e acessíveis é fundamental para a prevenção e o tratamento de ISTs.

Ações governamentais e de organizações não governamentais são necessárias para garantir que os serviços de saúde sexual estejam disponíveis para todos.

Redução do estigma: A conscientização da saúde sexual também envolve a redução do estigma em torno das ISTs e das pessoas afetadas por elas.

O estigma pode desencorajar as pessoas a procurar ajuda e fazer testes.

A conscientização da saúde sexual e a prevenção de ISTs são esforços contínuos que visam proteger a saúde e o bem-estar de indivíduos e comunidades. A educação, o acesso a serviços de saúde e a promoção de relações sexuais seguras desempenham um papel crítico na redução da incidência de infecções sexualmente transmissíveis.

Dra. Aline Borges Branco

Impacto da ginecologia na saúde da mulher

A Ginecologia desempenha um papel fundamental na saúde da mulher, focando-se principalmente no sistema reprodutivo feminino e em questões relacionadas à saúde sexual.

Geralmente a visita de rotina ao ginecologista é realizada de forma anual, sendo dependente das opções terapêuticas ofertadas e dos tratamentos instituídos.  Aqui deixo algumas das principais funções e áreas de atuação da ginecologia para vocês:

Anamnese em consulta: Iniciamos sempre com uma boa conversa, identificando pontos estratégicos que trazem informações importantes sobre o status de saúde, bem como alergias, intolerâncias, histórico pessoal e familiar, data da ultima menstruação, medicações em uso, análise do status vacinal das pacientes. Exame físico detalhado, buscando sinais clínicos que possam guiar os exames a serem pedidos e as hipóteses diagnosticas levantadas.

Exames preventivos:  Iniciamos sempre com uma boa conversa, conhecer o status de saúde de vocês, identificando alergias, intolerâncias, exames de rotina, como o Papanicolau, para rastreamento o câncer cervical e detectar questões de saúde íntima precocemente. Além disso, sempre é discutido sobre a necessidade de exames de mama, como a mamografia ou ultrassonografia mamária, para o rastreamento do câncer de mamãe exames de laboratórios gerais.

Saúde reprodutiva: A ginecologia trata de questões relacionadas à fertilidade, contracepção, planejamento familiar e menopausa. Aconselhamos sobre métodos contraceptivos e ajudamos as mulheres a entenderem suas opções reprodutivas.

Gravidez e obstetrícia: Desempenhamos um papel importante durante a gravidez, acompanhando o pré-natal, realizando ultrassonografias, monitorando o progresso da gravidez, evitando ou diagnosticando condições patológicas precocemente e auxiliando no parto.

Problemas ginecológicos: Diagnosticamos e tratamos uma ampla variedade de condições ginecológicas, incluindo infecções do trato genital, distúrbios menstruais, endometriose, miomas uterinos, cistos ovarianos e muitos outros.

Saúde sexual: Discutimos questões de saúde sexual, incluindo disfunção sexual, problemas de fertilidade e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Eles podem oferecer orientação sobre práticas sexuais seguras.

Educação e aconselhamento:  Fornecemos informações e aconselhamento sobre saúde feminina em geral, incluindo estilo de vida saudável, nutrição, exercícios e prevenção de doenças.

Cirurgias ginecológicas: Em casos de condições ginecológicas que requerem intervenção cirúrgica, realizamos procedimentos cirúrgicos, como histerectomias (retirada do útero), cirurgias laparoscópicas e outros tipos de cirurgia ginecológica.

Saúde emocional: Como ginecologista, gosto de entender a complexidade emocional de cada paciente, bem como as relações sociais e familiares em que está inserida, uma vez que muitas questões psicossociais da vida das mulheres afetam o bem-estar mental e qualidade de vida de cada uma. Aqui, podemos ser ouvintes, suporte e oferecer acolhimento, auxiliando de forma integral, melhorando sua condição em saúde completa.

Atuamos de forma honesta e responsável na promoção da saúde da mulher, no diagnóstico e tratamento de condições ginecológicas, na manutenção da saúde reprodutiva e no aconselhamento sobre questões relacionadas à saúde sexual. As visitas regulares ao ginecologista são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar das mulheres em todas as fases de suas vidas.

Dra. Aline Borges Branco

Qual a importância de realizar o Papanicolau?

O exame de Papanicolau, também conhecido como citologia cervicovaginal, é um procedimento importante para a saúde das mulheres. Ele desempenha um papel fundamental na prevenção, detecção precoce e tratamento de doenças relacionadas ao colo do útero e à região vaginal. Aqui estão algumas das razões pelas quais é importante realizar o exame de Papanicolau regularmente:

  1. Detecção precoce do câncer do colo do útero: O Papanicolau pode identificar alterações nas células cervicais que podem indicar câncer cervical em estágios iniciais. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores são as chances de tratamento bem-sucedido.

  2. Identificação de lesões pré-cancerígenas: O exame pode detectar lesões pré-cancerígenas, conhecidas como displasia cervical, que podem ser tratadas antes de se tornarem cancerosas.

  3. Monitoramento de infecções: O Papanicolau também pode detectar infecções virais, como o papilomavírus humano (HPV), que estão relacionadas ao câncer cervical. A identificação precoce do HPV permite um acompanhamento adequado e tratamento, se necessário.

  4. Prevenção de complicações: Tratar lesões pré-cancerígenas ou infecções detectadas pelo Papanicolau pode ajudar a prevenir complicações graves, como a progressão do câncer cervical.

  5. Orientação para o tratamento: Os resultados do Papanicolau podem ajudar os médicos a determinar o tratamento mais apropriado para a paciente, o que pode incluir procedimentos como a colposcopia, biópsia ou tratamento de lesões cervicais.

  6. Acompanhamento da saúde reprodutiva: O Papanicolau também pode ajudar a avaliar a saúde do colo do útero e da região vaginal, fornecendo informações úteis sobre a fertilidade e outros aspectos da saúde reprodutiva.

  7. Paz de espírito: Realizar exames de Papanicolau regularmente pode proporcionar às mulheres paz de espírito, sabendo que estão fazendo o possível para proteger sua saúde e prevenir doenças graves.

É importante destacar que a frequência recomendada para a realização do exame de Papanicolau pode variar de acordo com as diretrizes médicas e a idade da paciente. Em consulta, seu ginecologista deverá determinar a frequência que devem ser realizados de acordo com a sua necessidade. É fundamental que as mulheres discutam seus riscos e necessidades individuais com um profissional de saúde para estabelecer um plano de rastreamento adequado à sua situação, evitando, assim, intervenções desnecessárias ou complicações evitáveis.

Dra. Aline Borges Branco

Como avaliar uma secreção vaginal fisiológica?

A secreção vaginal fisiológica refere-se às secreções naturais e normais da vagina que ocorrem ao longo do ciclo menstrual de uma mulher. Essas secreções desempenham um papel importante na saúde vaginal e são controladas por hormônios.

A secreção vaginal fisiológica pode variar em termos de quantidade, cor e consistência, dependendo da fase do ciclo menstrual, da idade, da saúde geral e de outros fatores individuais. Aqui estão algumas características gerais da secreção vaginal fisiológica:

  1. Variação ao longo do ciclo menstrual: A quantidade e a aparência da secreção vaginal podem mudar ao longo do ciclo menstrual devido às flutuações hormonais. No início do ciclo, após a menstruação, a secreção tende a ser escassa e mais espessa. No período de ovulação, a secreção se torna mais abundante, clara e elástica, semelhante à clara de ovo. Após a ovulação, a secreção pode se tornar mais espessa novamente.

  2. Cor e consistência: A secreção vaginal fisiológica é geralmente transparente ou branca e tem uma textura que pode variar de líquida a ligeiramente espessa. A presença de sangue ou uma mudança significativa na cor (por exemplo, verde ou amarela) pode indicar um problema de saúde e deve ser discutida com um profissional de saúde.

  3. Sem odor forte: A secreção vaginal normal geralmente não tem um odor forte ou desagradável. Um odor forte, especialmente se for acompanhado de coceira, queimação, dor ou alterações na cor, pode ser um sinal de infecção ou outra condição médica.

É importante notar que a secreção vaginal fisiológica é uma parte natural da saúde vaginal e desempenha um papel na manutenção do ambiente ácido da vagina, que ajuda a proteger contra infecções. No entanto, qualquer mudança significativa na quantidade, cor, odor ou consistência da secreção vaginal deve ser avaliada por um profissional de saúde, pois pode indicar uma infecção, uma reação a medicamentos ou outros problemas de saúde. É fundamental que as mulheres conheçam seu próprio corpo e estejam atentas a quaisquer alterações anormais para buscar orientação médica quando necessário.

Dra. Aline Borges Branco

Bons hábitos de Higiene em Ginecologia

Manter bons hábitos de higiene ginecológica é fundamental para a saúde das mulheres e a prevenção de infecções e outros problemas ginecológicos. Aqui estão alguns bons hábitos de higiene ginecológica que todas as mulheres devem seguir:

  1. Lave-se regularmente: Lave a área genital externa com água morna e um sabonete com PH levemente ácido, preferencialmente sem fragrância. Evite o uso de sabonetes perfumados e produtos de higiene íntima, pois podem causar irritação.  

  2. Limpeza adequada: Ao lavar a área genital, certifique-se de limpar da frente para trás para evitar a contaminação da uretra com bactérias do ânus, o que pode causar infecções do trato urinário.

  3. Use roupas íntimas de algodão: Opte por roupas íntimas de algodão, que permitem uma melhor circulação de ar e ajudam a manter a área seca. Evite roupas íntimas apertadas e materiais sintéticos que podem reter umidade.

  4. Evite o uso excessivo de absorventes internos e tampões: Use absorventes internos e tampões de acordo com as instruções do fabricante e não os deixe por períodos muito longos, pois isso pode aumentar o risco de infecções.

  5. Pratique sexo seguro: Use proteção, como preservativos, para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Após o sexo, urine para ajudar a limpar a uretra e reduzir o risco de infecções urinárias.

  6. Agende exames regulares: Consulte seu médico regularmente para exames ginecológicos, como o Papanicolau, exames de mama e outros exames de rotina. Esses exames ajudam na detecção precoce de problemas ginecológicos.

  7. Evite duchas vaginais: Não faça duchas vaginais, pois podem perturbar o equilíbrio natural da flora vaginal e aumentar o risco de infecções.

  8. Mantenha uma dieta equilibrada: Uma alimentação saudável pode afetar a saúde geral, incluindo a saúde ginecológica. Beba bastante água e inclua alimentos ricos em fibras na sua dieta para prevenir a constipação, que pode afetar a saúde do trato urinário.

  9. Reduza o estresse: O estresse crônico pode afetar negativamente a saúde ginecológica. Pratique técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação, ioga ou exercícios de relaxamento.

Lembrando que, além desses hábitos de higiene, é essencial manter um relacionamento aberto e regular com um profissional de saúde, como um ginecologista, para discutir qualquer preocupação, sintomas ou problemas ginecológicos que possam surgir. Cada mulher é única, e as necessidades de cuidados ginecológicos podem variar de acordo com sua saúde geral e estágio de vida.