Dra. Aline Borges Branco

Sangramentos Uterinos Anormais

O sangramento uterino anormal, antigamente conhecido como metrorragia, refere-se a qualquer sangramento que ocorre fora do ciclo menstrual normal, sendo, ou excessivamente intenso, ou prolongado ou irregular. Existem várias causas possíveis para o sangramento uterino anormal em mulheres. Algumas das causas mais comuns incluem:

Desequilíbrios hormonais: Mudanças nos níveis de hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, podem causar sangramento uterino anormal. Isso pode ocorrer nas mais várias fases da vida, incluindo a adolescência, nos primeiros anos após a primeira menstruação (menarca), perimenopausa (anos que antecedentes a menopausa) e menopausa propriamente dita.

Miomas uterinos: Miomas são tumores benignos que se desenvolvem no útero e a depender a sua localização e tamanho, podem causar sangramento excessivo ou prolongado ou desconforto pélvico.

Pólipos uterinos: Pólipos são crescimentos de projeções benignas de tecido endometrial do útero que podem causar sangramento irregular.

Endometriose: A endometriose é uma condição em que o tecido endometrial (camada interna uterina que desenvolve e descama durante a menstruação) de implanta e desenvolve em locais diferentes da sua origem, por exemplo: ovários, miométrio, intestino, etc. Isso pode levar a sangramento anormal, dor pélvica, dor à relação sexual, dentre outros.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): A SOP quando estabelecida, pode causar desequilíbrios hormonais pela interferência direta no sistema metabólico através da hipersecreção do hormonio luteinizante (LH) e pouco estímulo de liberação do hormônio folículo estimulante (FSH), resultando em ciclos menstruais anovulatórios, períodos de amenorreia (ausência de menstruação), menstruações intensas ou sangramento intermenstrual.

Distúrbios da tireoide: Hipotireoidismo e hipertireoidismo podem afetar o ciclo menstrual devido à influência dos hormônios da tireoide no sistema reprodutivo.

Gravidez ectópica: Uma gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, geralmente nas tubas uterinas. Isso pode causar sangramento e é uma grave emergência médica.

Infecções ou doenças sexualmente transmissíveis (DSTs): Infecções uterinas, como a doença inflamatória pélvica (DIP) ou DSTs, podem causar sangramento uterino anormal pela instabilidade da mucosa uterina, colo do útero e vaginal.

Uso de contraceptivos: Mudanças no uso de contraceptivos hormonais, como pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIUs) ou implantes, podem afetar o padrão de sangramento, geralmente melhorando a condição prévia existente e diminuindo cólicas e dor pélvica crônica.

Câncer de colo do útero, endométrio ou ovário: O câncer pode causar sangramento anormal, especialmente em estágios avançados.

Coagulopatias: Distúrbios de coagulação do sangue, como a doença de von Willebrand, podem resultar em sangramento uterino anormal.

Estresse: O estresse emocional e físico pode afetar os hormônios e causar irregularidades menstruais.

Medicamentos: Alguns medicamentos, como anticoagulantes e esteroides, podem afetar o sangramento uterino.

Trauma ou cirurgias uterinas: Trauma, como lesões ou procedimentos cirúrgicos no útero, pode levar a sangramento anormal.

Se você está enfrentando sangramento uterino anormal, é importante procurar a orientação de um profissional de saúde. O diagnóstico adequado e o tratamento dependem da causa subjacente, e o acompanhamento médico é essencial para garantir a saúde reprodutiva e geral.

Dra. Aline Borges Branco

Saúde sexual e IST

A conscientização da saúde sexual e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são temas de grande importância no campo da saúde pública e da medicina. Ambos se concentram em educar as pessoas sobre como manter relacionamentos sexuais seguros, proteger sua saúde e prevenir a disseminação de ISTs. Aqui estão alguns pontos-chave sobre esses tópicos:

Educação Sexual: A conscientização da saúde sexual começa com uma educação adequada sobre anatomia, reprodução, sexualidade e o funcionamento do corpo.

As escolas, instituições de saúde e organizações comunitárias desempenham um papel fundamental na disseminação de informações precisas e imparciais sobre saúde sexual.

A importância do uso de preservativos: O uso correto e consistente de preservativos é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a transmissão de ISTs, incluindo HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e herpes.

É importante promover o uso de preservativos em todas as relações sexuais, incluindo relações heterossexuais, homossexuais e bissexuais.

Testes regulares para ISTs: Fazer testes regulares para ISTs é crucial, especialmente se uma pessoa é sexualmente ativa com múltiplos parceiros.

Os testes podem identificar infecções precocemente, permitindo o tratamento oportuno e evitando complicações.

A importância do consentimento: A conscientização sobre a importância do consentimento nas relações sexuais é fundamental para prevenir situações de agressão sexual e abuso.

O consentimento deve ser mútuo, livre, informado e contínuo.

Redução de fatores de risco: Evitar o compartilhamento de agulhas, ser monogâmico ou estar em um relacionamento mútuo de exclusividade e manter uma boa higiene pessoal são medidas adicionais para reduzir o risco de ISTs.

Vacinação: A vacinação é uma forma eficaz de prevenir ISTs, como o HPV (papilomavírus humano), que está associado ao câncer cervical.

É importante seguir as diretrizes de vacinação recomendadas por profissionais de saúde.

Acesso a serviços de saúde: Ter acesso a serviços de saúde confiáveis e acessíveis é fundamental para a prevenção e o tratamento de ISTs.

Ações governamentais e de organizações não governamentais são necessárias para garantir que os serviços de saúde sexual estejam disponíveis para todos.

Redução do estigma: A conscientização da saúde sexual também envolve a redução do estigma em torno das ISTs e das pessoas afetadas por elas.

O estigma pode desencorajar as pessoas a procurar ajuda e fazer testes.

A conscientização da saúde sexual e a prevenção de ISTs são esforços contínuos que visam proteger a saúde e o bem-estar de indivíduos e comunidades. A educação, o acesso a serviços de saúde e a promoção de relações sexuais seguras desempenham um papel crítico na redução da incidência de infecções sexualmente transmissíveis.

Dra. Aline Borges Branco

Impacto da ginecologia na saúde da mulher

A Ginecologia desempenha um papel fundamental na saúde da mulher, focando-se principalmente no sistema reprodutivo feminino e em questões relacionadas à saúde sexual.

Geralmente a visita de rotina ao ginecologista é realizada de forma anual, sendo dependente das opções terapêuticas ofertadas e dos tratamentos instituídos.  Aqui deixo algumas das principais funções e áreas de atuação da ginecologia para vocês:

Anamnese em consulta: Iniciamos sempre com uma boa conversa, identificando pontos estratégicos que trazem informações importantes sobre o status de saúde, bem como alergias, intolerâncias, histórico pessoal e familiar, data da ultima menstruação, medicações em uso, análise do status vacinal das pacientes. Exame físico detalhado, buscando sinais clínicos que possam guiar os exames a serem pedidos e as hipóteses diagnosticas levantadas.

Exames preventivos:  Iniciamos sempre com uma boa conversa, conhecer o status de saúde de vocês, identificando alergias, intolerâncias, exames de rotina, como o Papanicolau, para rastreamento o câncer cervical e detectar questões de saúde íntima precocemente. Além disso, sempre é discutido sobre a necessidade de exames de mama, como a mamografia ou ultrassonografia mamária, para o rastreamento do câncer de mamãe exames de laboratórios gerais.

Saúde reprodutiva: A ginecologia trata de questões relacionadas à fertilidade, contracepção, planejamento familiar e menopausa. Aconselhamos sobre métodos contraceptivos e ajudamos as mulheres a entenderem suas opções reprodutivas.

Gravidez e obstetrícia: Desempenhamos um papel importante durante a gravidez, acompanhando o pré-natal, realizando ultrassonografias, monitorando o progresso da gravidez, evitando ou diagnosticando condições patológicas precocemente e auxiliando no parto.

Problemas ginecológicos: Diagnosticamos e tratamos uma ampla variedade de condições ginecológicas, incluindo infecções do trato genital, distúrbios menstruais, endometriose, miomas uterinos, cistos ovarianos e muitos outros.

Saúde sexual: Discutimos questões de saúde sexual, incluindo disfunção sexual, problemas de fertilidade e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Eles podem oferecer orientação sobre práticas sexuais seguras.

Educação e aconselhamento:  Fornecemos informações e aconselhamento sobre saúde feminina em geral, incluindo estilo de vida saudável, nutrição, exercícios e prevenção de doenças.

Cirurgias ginecológicas: Em casos de condições ginecológicas que requerem intervenção cirúrgica, realizamos procedimentos cirúrgicos, como histerectomias (retirada do útero), cirurgias laparoscópicas e outros tipos de cirurgia ginecológica.

Saúde emocional: Como ginecologista, gosto de entender a complexidade emocional de cada paciente, bem como as relações sociais e familiares em que está inserida, uma vez que muitas questões psicossociais da vida das mulheres afetam o bem-estar mental e qualidade de vida de cada uma. Aqui, podemos ser ouvintes, suporte e oferecer acolhimento, auxiliando de forma integral, melhorando sua condição em saúde completa.

Atuamos de forma honesta e responsável na promoção da saúde da mulher, no diagnóstico e tratamento de condições ginecológicas, na manutenção da saúde reprodutiva e no aconselhamento sobre questões relacionadas à saúde sexual. As visitas regulares ao ginecologista são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar das mulheres em todas as fases de suas vidas.

Dra. Aline Borges Branco

Qual a importância de realizar o Papanicolau?

O exame de Papanicolau, também conhecido como citologia cervicovaginal, é um procedimento importante para a saúde das mulheres. Ele desempenha um papel fundamental na prevenção, detecção precoce e tratamento de doenças relacionadas ao colo do útero e à região vaginal. Aqui estão algumas das razões pelas quais é importante realizar o exame de Papanicolau regularmente:

  1. Detecção precoce do câncer do colo do útero: O Papanicolau pode identificar alterações nas células cervicais que podem indicar câncer cervical em estágios iniciais. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores são as chances de tratamento bem-sucedido.

  2. Identificação de lesões pré-cancerígenas: O exame pode detectar lesões pré-cancerígenas, conhecidas como displasia cervical, que podem ser tratadas antes de se tornarem cancerosas.

  3. Monitoramento de infecções: O Papanicolau também pode detectar infecções virais, como o papilomavírus humano (HPV), que estão relacionadas ao câncer cervical. A identificação precoce do HPV permite um acompanhamento adequado e tratamento, se necessário.

  4. Prevenção de complicações: Tratar lesões pré-cancerígenas ou infecções detectadas pelo Papanicolau pode ajudar a prevenir complicações graves, como a progressão do câncer cervical.

  5. Orientação para o tratamento: Os resultados do Papanicolau podem ajudar os médicos a determinar o tratamento mais apropriado para a paciente, o que pode incluir procedimentos como a colposcopia, biópsia ou tratamento de lesões cervicais.

  6. Acompanhamento da saúde reprodutiva: O Papanicolau também pode ajudar a avaliar a saúde do colo do útero e da região vaginal, fornecendo informações úteis sobre a fertilidade e outros aspectos da saúde reprodutiva.

  7. Paz de espírito: Realizar exames de Papanicolau regularmente pode proporcionar às mulheres paz de espírito, sabendo que estão fazendo o possível para proteger sua saúde e prevenir doenças graves.

É importante destacar que a frequência recomendada para a realização do exame de Papanicolau pode variar de acordo com as diretrizes médicas e a idade da paciente. Em consulta, seu ginecologista deverá determinar a frequência que devem ser realizados de acordo com a sua necessidade. É fundamental que as mulheres discutam seus riscos e necessidades individuais com um profissional de saúde para estabelecer um plano de rastreamento adequado à sua situação, evitando, assim, intervenções desnecessárias ou complicações evitáveis.

Dra. Aline Borges Branco

Como avaliar uma secreção vaginal fisiológica?

A secreção vaginal fisiológica refere-se às secreções naturais e normais da vagina que ocorrem ao longo do ciclo menstrual de uma mulher. Essas secreções desempenham um papel importante na saúde vaginal e são controladas por hormônios.

A secreção vaginal fisiológica pode variar em termos de quantidade, cor e consistência, dependendo da fase do ciclo menstrual, da idade, da saúde geral e de outros fatores individuais. Aqui estão algumas características gerais da secreção vaginal fisiológica:

  1. Variação ao longo do ciclo menstrual: A quantidade e a aparência da secreção vaginal podem mudar ao longo do ciclo menstrual devido às flutuações hormonais. No início do ciclo, após a menstruação, a secreção tende a ser escassa e mais espessa. No período de ovulação, a secreção se torna mais abundante, clara e elástica, semelhante à clara de ovo. Após a ovulação, a secreção pode se tornar mais espessa novamente.

  2. Cor e consistência: A secreção vaginal fisiológica é geralmente transparente ou branca e tem uma textura que pode variar de líquida a ligeiramente espessa. A presença de sangue ou uma mudança significativa na cor (por exemplo, verde ou amarela) pode indicar um problema de saúde e deve ser discutida com um profissional de saúde.

  3. Sem odor forte: A secreção vaginal normal geralmente não tem um odor forte ou desagradável. Um odor forte, especialmente se for acompanhado de coceira, queimação, dor ou alterações na cor, pode ser um sinal de infecção ou outra condição médica.

É importante notar que a secreção vaginal fisiológica é uma parte natural da saúde vaginal e desempenha um papel na manutenção do ambiente ácido da vagina, que ajuda a proteger contra infecções. No entanto, qualquer mudança significativa na quantidade, cor, odor ou consistência da secreção vaginal deve ser avaliada por um profissional de saúde, pois pode indicar uma infecção, uma reação a medicamentos ou outros problemas de saúde. É fundamental que as mulheres conheçam seu próprio corpo e estejam atentas a quaisquer alterações anormais para buscar orientação médica quando necessário.

Dra. Aline Borges Branco

Bons hábitos de Higiene em Ginecologia

Manter bons hábitos de higiene ginecológica é fundamental para a saúde das mulheres e a prevenção de infecções e outros problemas ginecológicos. Aqui estão alguns bons hábitos de higiene ginecológica que todas as mulheres devem seguir:

  1. Lave-se regularmente: Lave a área genital externa com água morna e um sabonete com PH levemente ácido, preferencialmente sem fragrância. Evite o uso de sabonetes perfumados e produtos de higiene íntima, pois podem causar irritação.  

  2. Limpeza adequada: Ao lavar a área genital, certifique-se de limpar da frente para trás para evitar a contaminação da uretra com bactérias do ânus, o que pode causar infecções do trato urinário.

  3. Use roupas íntimas de algodão: Opte por roupas íntimas de algodão, que permitem uma melhor circulação de ar e ajudam a manter a área seca. Evite roupas íntimas apertadas e materiais sintéticos que podem reter umidade.

  4. Evite o uso excessivo de absorventes internos e tampões: Use absorventes internos e tampões de acordo com as instruções do fabricante e não os deixe por períodos muito longos, pois isso pode aumentar o risco de infecções.

  5. Pratique sexo seguro: Use proteção, como preservativos, para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Após o sexo, urine para ajudar a limpar a uretra e reduzir o risco de infecções urinárias.

  6. Agende exames regulares: Consulte seu médico regularmente para exames ginecológicos, como o Papanicolau, exames de mama e outros exames de rotina. Esses exames ajudam na detecção precoce de problemas ginecológicos.

  7. Evite duchas vaginais: Não faça duchas vaginais, pois podem perturbar o equilíbrio natural da flora vaginal e aumentar o risco de infecções.

  8. Mantenha uma dieta equilibrada: Uma alimentação saudável pode afetar a saúde geral, incluindo a saúde ginecológica. Beba bastante água e inclua alimentos ricos em fibras na sua dieta para prevenir a constipação, que pode afetar a saúde do trato urinário.

  9. Reduza o estresse: O estresse crônico pode afetar negativamente a saúde ginecológica. Pratique técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação, ioga ou exercícios de relaxamento.

Lembrando que, além desses hábitos de higiene, é essencial manter um relacionamento aberto e regular com um profissional de saúde, como um ginecologista, para discutir qualquer preocupação, sintomas ou problemas ginecológicos que possam surgir. Cada mulher é única, e as necessidades de cuidados ginecológicos podem variar de acordo com sua saúde geral e estágio de vida.

Dra. Aline Borges Branco

Métodos Contraceptivos

Cada método contraceptivo oferece diferentes opções, vantagens e considerações, permitindo que as pessoas escolham aquele que melhor atenda às suas necessidades e preferências. Aqui exploraremos os principais tipos de métodos contraceptivos, abrangendo desde métodos hormonais até barreiras físicas e opções não hormonais.

Este guia servirá como um ponto de partida para explorar as opções disponíveis e tomar decisões informadas sobre a contracepção.

Existem muitos métodos contraceptivos disponíveis, cada um com suas próprias vantagens e considerações. Alguns dos métodos mais comuns incluem:

Contraceptivos Orais (Pílulas Anticoncepcionais): São comprimidos que contêm hormônios para prevenir a gravidez. Existem pílulas combinadas (com estrogênio e progestina) e pílulas de progestina isolada. A escolha depende das necessidades individuais da paciente.

DIU (Dispositivo Intrauterino): São dispositivos inseridos no útero e podem ser tanto hormonais quando não hormonais. Eles são eficazes por vários anos e normalmente requerem pouca manutenção.

Implantes Contraceptivos: Pequenos dispositivos inseridos sob a pele que liberam hormônios contraceptivos gradualmente. São eficazes por vários anos.

Injeções Contraceptivas: Injeções de hormônios contraceptivos administradas a cada poucos meses.

Preservativo: Uma barreira física que impede a gravidez e protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Métodos de Barreira: Além do preservativo, existem outros métodos de barreira, como o diafragma e o capuz cervical.

Métodos de Contracepção de Emergência: Também conhecida como “pílula do dia seguinte”, é usada para evitar a gravidez após uma relação sexual não protegida.

Métodos Naturais: Envolve monitorar o ciclo menstrual e evitar o sexo durante os dias férteis.

Esterilização: Procedimentos permanentes, como laqueadura tubária (ligação das trompas) para mulheres ou vasectomia para homens.

É importante ressaltar que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e baseada nas circunstâncias e necessidades específicas de cada pessoa, levando em consideração fatores como saúde, estilo de vida e preferências pessoais.

Dra. Aline Borges Branco

Anticoncepção

O desenvolvimento e a disponibilidade dos anticoncepcionais desempenharam um papel fundamental na revolução sexual e na capacitação das mulheres, permitindo-lhes controlar sua fertilidade e fazer escolhas informadas sobre quando desejam ter filhos.

O primeiro contraceptivo liberado pelo FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos teve uma repercussão muito positiva mundialmente na década de 60 e ano após ano, década após década estudos aprimoraram a farmacologia dos contraceptivos permitindo com que hoje tenhamos uma gama de métodos disponíveis, trazendo maior segurança, conforto, liberdade e garantindo que a decisão de engravidar seja mantida pela mulher e/ou casal.

Uma contracepção confiável garante às mulheres várias implicações positivas para a liberdade sexual feminina, bem como:

Controle sobre a Reprodução: Os métodos contraceptivos permitem que as mulheres decidam quando desejam ter filhos. Isso possibilita a realização de planos de vida, educação, carreira e outras metas pessoais antes de se tornarem mães.             

Menos Medo de Gravidez Indesejada: A contracepção confiável reduz o medo de uma gravidez não planejada, o que pode melhorar a experiência sexual, permitindo que as mulheres relaxem e desfrutem da intimidade sem preocupações excessivas.

Melhor Comunicação em Relacionamentos: A disponibilidade de métodos contraceptivos incentiva a comunicação aberta e honesta em relacionamentos, pois os parceiros podem discutir suas preferências e tomar decisões conjuntas sobre o planejamento familiar.

Promoção da Saúde Sexual: A contracepção não se limita apenas à prevenção da gravidez. Alguns métodos, como o uso de preservativos, também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), promovendo uma melhor saúde sexual.

Empoderamento e Autonomia: A capacidade de escolher quando e como se tornar mãe oferece às mulheres um maior senso de empoderamento e autonomia sobre seus corpos e destinos.

Redução de Abortos Inseguros: O acesso à contracepção adequada também está associado a uma redução nas taxas de abortos inseguros, que podem acarretar consequências graves e até irreversíveis para a saúde das mulheres.

Melhoria na Qualidade de Vida: A liberdade de decidir quando ter filhos permite que as mulheres tenham uma melhor qualidade de vida, pois podem se concentrar em suas aspirações pessoais, educacionais e profissionais.

É importante lembrar que a escolha do método contraceptivo deve ser sempre individualizada e baseada nas necessidades e preferências da mulher. Nós, ginecologistas, desempenhamos um papel vital em educar as mulheres sobre suas opções contraceptivas e ajudando a tomar decisões de forma individualizada, considerando fatores de risco pessoal e familiar. Utilizamos, em consultório, formas de compreender a melhor opção terapêutica através dos CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE na contracepção para cada paciente.  

Para isso, é necessário investir em conhecimento e utilizar de estratégias baseadas em uma honesta educação sexual abrangente e acesso adequado a serviços de saúde reprodutiva garantindo que todas as mulheres tenham a oportunidade de exercer sua liberdade sexual de maneira segura e saudável.

Dra. Aline Borges Branco

Libido Feminina

A libido feminina é um aspecto crucial da saúde sexual e emocional de uma mulher, embora muitas vezes é rodeada por tabus e falta de compreensão. Neste post, como ginecologista, vamos explorar a libido feminina em profundidade, discutindo sua natureza, fatores que a influenciam e dicas para manter uma libido saudável.

Vamos lá.. O Que É Libido Feminina?

A libido feminina refere-se ao desejo sexual de uma mulher. É uma combinação complexa de fatores físicos, emocionais, psicológicos e hormonais que contribuem para sua intensidade e flutuações ao longo do tempo. Existem alguns fatores que podem influenciar sua expressão, sendo eles:

Hormônios: Mudanças hormonais, como aquelas que ocorrem durante o ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa, podem afetar a libido.

Saúde Mental: O estresse, ansiedade, depressão e outros fatores psicológicos podem impactar diretamente a libido.

Relacionamento: A qualidade do relacionamento, comunicação com o parceiro, conexão emocional e intimidade desempenham um papel fundamental.

Autoimagem e Autoestima: Sentir-se bem consigo mesma e confortável em seu próprio corpo pode ter um efeito positivo na libido.

Estilo de Vida: Hábitos saudáveis, como dieta balanceada, atividade física e sono adequado, também desempenham um papel importante.

 

Comumente, é de extrema importância levar em consideração alguns aspectos que com certeza farão muita diferença na manutenção de uma boa saúde sexual:

Comunicação Aberta: Converse com seu parceiro sobre suas necessidades e desejos sexuais, promovendo uma compreensão mútua.

Cuidado com a Saúde Mental: Gerencie o estresse e a ansiedade por meio de práticas como meditação, ioga ou terapia.

Autoconhecimento: Explore seu próprio corpo e desejos, entendendo o que te excita e te satisfaz.

Tempo para o Romance: Reserve momentos para o romance e a intimidade, criando um ambiente propício para a conexão emocional.

Estilo de Vida Saudável: Mantenha uma dieta equilibrada, faça exercícios regularmente e durma o suficiente para manter os níveis de energia e bem-estar.

Consulte um Profissional de sua confiança: Se a libido diminuída persistir e causar preocupação, consulte um ginecologista ou terapeuta sexual especializado.

Compreender os fatores que influenciam nesse complexo mundo da sexualidade e adotar práticas saudáveis pode ajudar a manter uma vida sexual satisfatória e uma relação mais próxima com o parceiro. Contem comigo para fornecer orientação e apoio, entendendo maneiras para cuidar de sua libido. Lembre-se sempre de que a saúde sexual é uma parte vital da saúde geral, e é importante abordá-la com respeito e compreensão.